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Over futile odds and laughed at by the gods.
E esse amor todo? Onde irá parar? 

E esse amor todo? Onde irá parar? 

13 de maio.

Fora assim: Ela soube que estava esperando alguém. Alguém que nunca vira na vida, alguém que iria mudar sua vida. 
Como é possível amar alguém que nunca viu? Como é possível sentir um amor que é capaz de nos rasgar por dentro de tão grande? Como?
17 de outubro. Eu cheguei e ela olhou aquela criaturinha gorda, careca, coberta por seu sangue. Ela olhou e o amor foi confirmado. Mas ela já me amava, desde que soube que eu estava para chegar. Engraçado, eu não a conhecia. Porém, isso foi mudando. Eu cresci; ela cresceu. Cansava de ouvir de terceiros que eu era uma miniatura daquela mulher. Meus olhos pequenos; minhas bochechas grandes; minha boca rosa. Porém caí entre nós, mamãe, puxei o cabelo do papai!
Todo o mundo estava girando naturalmente. Menos o nosso amor, que crescia de forma desenfreada e até hoje nunca parou. Deu-me tanta esperança para tão pouca idade. Você me deu amor. 
Oh! Minhas rebeldias, desculpe-me! Desculpe-me por ser língua afiada, por ser agressiva com tudo e com todos. Desculpe-me, mãe se não consigo lidar com outros além das 3 pessoas que estão em casa. E um cachorro, é claro.
Eu a levarei por toda a minha vida. Sua força corre por minhas veias; sua voz percorre minhas memórias. Sua risada está como tatuagem em minha mente. Eu a levarei por toda a eternidade; seu nome estará junto ao meu e o falarei com todo o amor e orgulho do mundo. Porque não importa quão grande e perigosa seja a tempestade, o incêndio, eu sempre lhe amarei.
Hoje e sempre, mãe.  

(Source: shinenow)

Meus pensamentos e devaneios saltam de minha memória porém voltam a tona segundos depois; chocam-se nas paredes da minha mente; espedaçando-se; todas. 
A paz nunca chegara a este lugar que já não pertence a mim.
Perdi o controle de minha própria mente e meus pulsos
estão cansados; braços marcados por tentativas de estimular algo em mim; dor talvez.

(Source: shinenow)

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Amy Winehouse

—Tears Dry On Their Own

So we are history.
Your shadow covers me! 
The skies above a blaze…

Pequeninas bailarinas…

Dez bailarinas deslizam por um chão de espelho. Têm corpos egípcios com placas douradas, pálpebras azuis e dedos vermelhos. Levantam véus brancos, de ingênuos aromas, e dobram amarelos joelhos. Andam as dez bailarinas sem voz, em redor das mesas. Há mãos sobre facas, dentes sobre flores e com os charutos toldam as luzes acesas. Entre a música e a dança escorre uma sedosa escada de vileza. As dez bailarinas avançam como gafanhotos perdidos. Avançam, recuam, na sala compacta, empurrando olhares e arranhando o ruído. Tão nuas se sentem que já vão cobertas de imaginários, chorosos vestidos. A dez bailarinas escondem nos cílios verdes as pupilas. Em seus quadris fosforescentes, passa uma faixa de morte tranqüila. Como quem leva para a terra um filho morto, levam seu próprio corpo, que baila e cintila (…)